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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ameaça de divisão da Ucrânia está crescendo

Uma sensação de irrealidade é provocada pela transmissão de 24 horas da praça da Independência em chamas, efetuada em regime online pelo canal televisivo ucraniano Espreso.tv. Uma real batalha com tiroteios e incêndios, explosões de projéteis, feridos e mortos decorre no centro da Europa. Tudo parece um filme de horror que ninguém pode interromper.

Libor Dvorak, observador político da Rádio Tcheca, falou à Voz da Rússia como a República Tcheca, próxima vizinha da Ucrânia, acompanha os acontecimentos em Kiev.

Libor Dvorak: Os tchecos acompanham atentamente o drama ucraniano não porque somos próximos geograficamente. No país há uma numerosa comunidade ucraniana.

Voz da Rússia: O presidente Yanukovich declarou que os oposicionistas ultrapassaram os limites ao ter apelado para que os seus partidários chegassem armados à praça. Quem responderá pela escalada da violência e o sangue derramado?

L.D.: A meu ver, um impulso foi dado pelo incidente com um grupo de manifestantes agressivos que se dirigiram para a Suprema Rada, onde deveria ser definido o destino da Constituição. Possivelmente, eles organizaram uma provocação. Ao mesmo tempo, o fato de os manifestantes não terem sido absolutamente controlados não suscita dúvidas. Por outro lado, não quero defender o presidente Yanukovich, cuja indecisão e excessiva crueldade (ações das tropas e da polícia) apenas embaraçaram a situação. Tenho também uma atitude muito crítica em relação a agrupamentos nacionalistas. Na minha opinião, são eles e o poder que têm culpa pelo sangue derramado e a violência. Em resultado, hoje a Ucrânia encontra-se à beira de uma guerra civil.

VR: A oposição está ocupando prédios públicos no ocidente do país: em Lviv, Ivano-Frankovsk, Ternopol… Ao que pode levar isso? À desintegração do país?

L.D.: A ameaça de divisão da Ucrânia está crescendo. E ninguém se atreve a prevení-la. Temos esquecido o exemplo de desintegração da Iugoslávia, quando em vez da federação surgiram vários Estados. A Tchecoslováquia também se dividiu, embora civilizadamente. Mas ninguém acredita num tal cenário. A divisão da Ucrânia não é necessária nem para seus oligarcas e o poder ucraniano, nem para a Rússia, nem para a UE e os EUA. Mas o país pode dividir-se de fato em duas partes, com a fronteira pelo Dniepre…

VR: O ministro das Relações Exteriores da República Tcheca, Lubomir Zaoralek, reprovou Yanukovich pela falta da vontade de atender às exigências da oposição. Na opinião do ministro, é necessário formar um governo de transição com a participação da oposição, que poderia preparar eleições antecipadas. Será que esta proposta é real na atual situação muito grave?

L.D.: Real, se as partes derem provas de vontade política. Mas é pouco provável que a oposição faça concessões que, em sua opinião, já foram suficientes. A meu ver, as eleições antecipadas são a única saída eficaz da situação, porque irão mostrar como se alterou a distribuição das forças políticas na sociedade, irão mostrar se o Partido das Regiões não havia perdido o apoio da maioria. Mas, infelizmente, as partes não têm vontade política. A variante proposta pelo ministro Zaoralek torna-se menos provável a cada dia.

VR: Bruxelas tampouco gosta da posição do presidente da Ucrânia, destacou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. Por que razão então Vitali Klitschko não conseguiu nas conversações em Berlim que fossem introduzidas sanções em relação a Yanukovich?

L.D.: Merkel não gosta de fazer algo com as suas mãos. Por isso Klitschko, que é muito popular na Alemanha e tem a naturalidade alemã, não conseguiu obter algo. É uma boa lição para a oposição ucraniana – é melhor contatar Bruxelas do que líderes europeus em separado. Na realidade, a UE tem poucas alavancas de influência na Ucrânia. A Rússia tem muito mais. A UE deve entender-se com Moscou e ajudar a resolver a crise ucraniana. Mas, naturalmente, só os ucranianos podem definir o seu destino com, repito, a participação diplomática da Europa Ocidental e da Rússia.

VR: A televisão ucraniana acompanha as transmissões da praça da Independência com uma pequena inscrição “Revolução”. O que, a seu ver, acontece em Kiev?

L.D.: Visito frequentemente a Ucrânia, conheço bem a vida ali e as realidades políticas. Tudo aparece como uma rebelião mal controlada, que agora ninguém, nem Klitschko nem Yatsenyuk, é capaz de dirigir.

Voz da Rússia

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