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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“No caso de golpe de Estado na Ucrânia não haverá autoridade legítima”

Uma tentativa de derrubar pela força a autoridade legítima do país – foi assim que a presidente do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), Valentina Matvienko, descreveu o que está acontecendo na Ucrânia numa reunião com o presidente do Conselho Supremo (parlamento) da Crimeia, Vladimir Konstantinov, realizada em Moscou.

Por sua vez, o presidente do parlamento da Crimeia disse que não reconhecia a legitimidade de quaisquer ações das autoridades ucranianas adotadas sob pressão de extremistas.

Durante o encontro Valentina Matvienko apelou a todas as forças políticas e sociais sensatas na Ucrânia para se unirem a fim de parar as ações que ameaçam a integridade territorial do país. Há que chamar as coisas por seus nomes, disse a presidente do Conselho da Federação. Tais cenários de “revoluções coloridas” ocorrem sempre da mesma maneira, já vimos algo parecido nos países árabes, destacou Matvienko:

“Infelizmente, os líderes da oposição que estão negociando e as pessoas na praça da Independência são duas forças completamente diferentes. Aqueles que estão na praça não têm uma agenda positiva, não têm exigências específicas sobre as quais se poderia negociar. No entanto, a nossa posição é fazer todo o possível para encontrar uma solução pacífica para esta gravíssima crise política. Ao mesmo tempo, em qualquer país as autoridades são obrigadas a assegurar a preservação da ordem constitucional e da segurança das pessoas nos termos da Constituição, nos termos da legislação vigente. É necessário parar as ações das forças extremistas. Eu acho que todas as forças sensatas na Ucrânia, e é a maioria absoluta da população do país, devem se unir no esforço de acabar com esta violência, acabar com estes assaltos, estas ações anticonstitucionais, porque caso contrário isso ameaça a integridade territorial da Ucrânia”.

Por sua vez, o presidente do parlamento da Crimeia, Vladimir Konstantinov, disse que o governo atual é o último bastião da soberania ucraniana. No caso de um golpe de Estado no país não haverá autoridades legítimas e “começará o caos universal, cujas consequências hoje são difíceis de imaginar”, acredita Konstantinov. A Crimeia apoia as autoridades vigentes da Ucrânia mas não reconhece a legitimidade das ações dos responsáveis cometidas sob pressão de extremistas:

“A salvação do poder central é a única coisa que vai salvar o Estado no nosso país. Depois disso podemos tentar entender o que se pode mudar ou melhorar. No futuro, muito pode ser feito se as autoridades não forem quebradas de uma forma cruel medieval. Nós em Crimeia tomamos consistentemente uma posição dura em relação a esses atos. Estamos sendo atacados por não-humanos – isto são, na verdade, mercenários, combatentes, terroristas, é uma intervenção. Chamem o que quiserem – é um bando bem organizado. Eles não têm ideologia, ela varia de acordo com a situação”.

No encontro com o presidente do parlamento da Crimeia, Valentina Matvienko também condenou a posição de alguns países que toleram as ações das forças radicais na praça da Independência e permitem a interferência flagrante, indisfarçada de forças exteriores nos assuntos internos de um estado soberano.

"Hoje, qualquer pessoa sensata entende que são forças organizadas que recebem apoio político e financeiro estrangeiro", resumiu a chefe da câmara alta do parlamento russo.

Voz da Rússia

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