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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tupolev segue desenvolvendo a nova geração de bombardeiros estratégicos da Rússia

Após a assinatura do contrato do Ministério da Defesa e o escritório de design da Tupolev, os trabalhos de desenvolvimento do bombardeiro estratégico de nova geração estão em prosseguimento conforme as previsões.

A Tupolev informou em meados de fevereiro deste ano que havia definido o Setup da aeronave do programa PAK DA. Nos termos do contrato, a Tupolev vai desenvolver o projeto da aeronave e em paralelo estão sendo desenvolvidos diversos sistemas que serão embarcados na aeronave.

Segundo as informações do consórcio que desenvolverá e produzirá a aeronave, uma nova suite de contra medidas eletrônicas e sistemas eletrônicos será desenvolvida para a aeronave que entre outras capacidades, será integrada ao amplo sistema de defesa via data link e comunicações por satélites.

As informações dão conta de que a aeronave pode ter uma autonomia superior a dos atuais bombardeiros Tu-160 Black Jack, algo entre 18 e 25 mil km, graças a configuração de seus motores e de seu perfil de voo subsônico, massa total e capacidade de transporte de combustíveis.

Não há informações ainda sobre a motorização a ser utilizada, mas acredita-se que o bombardeiro poderá ser equipado com uma nova versão militar de motores civis. Outras fontes apontam para o desenvolvimento de uma motorização completamente nova a qual por enquanto, não se tem informações e procedências.

O bombardeiro poderá voar com apenas 2 tripulantes, mas poderá transportar até 4 em missões de longa duração. Para isto a aeronave será equipada com um habitáculo que consiste em dormitório cozinha e banheiros para os tripulantes.

A carga de armas da aeronave é prevista para ser aproximadamente a mesma de um bombardeiro Tu -160 Black Jack, situando-se entre 36 e 45 toneladas. A aeronave poderá ser integrada à sistemas não tripulados de armas, podendo inclusive vetorar ataques com aeronaves e mísseis de novas gerações.

É sabido que o bombardeiro poderá transportar uma ampla gama de armas inteligentes, mas as suas armas principais, serão baseadas em mísseis de cruzeiro stealth como o recém desenvolvido Kh-101 de longo raio e mísseis hipersônicos atualmente em desenvolvimento.

A produção do primeiro protótipo é prevista para ser iniciada em 2016 e o protótipo 01 deve voar em meados de 2018. A força Aérea russa programa-se para ter a sua primeira unidade equipada com cerca de 16 Bombardeiros já em 2025. Espera-se que o primeiro regimento esteja plenamente operacional já no ano seguinte, em 2026.

Atualmente os regimentos de bombardeiros estratégicos da Força Aérea Russa estão alocados em três bases, sendo elas Engels, Ukrainka e Belaya, porém informações recentes dão conta da criação de mais uma nova base que alocará mais um regimento a ser criado a partir de 2025.

Os primeiros regimentos de bombardeiros pesados a serem equipados com o novo Bombardeiro serão provavelmente os atualmente locados na Base Aérea de Engels, equipados com aeronaves Tu -160 e Tu-95MS, respectivamente. É sabido que as unidades Tu-160 poderão operar ainda além de 2030, sendo provavelmente alocadas em regimentos de outras bases aéreas.

A força Aérea Russa opera cerca 181 bombardeiros, sendo eles 107 dos três modelos da Família Tu-22, 58 do modelo Tu-95 e 16 do modelo Tu-160 Black Jack. O comando de aviação de longo raio da força Aérea Russa prepara-se para se equipar com pelo menos 80 aeronaves deste modelo, que vão substituir os demais atualmente em operação.

Supõe-se que pelo menos quatro regimentos seriam equipados com os bombardeiros, porém, o número pode ser superior atingido cerca de 120 aeronaves para a Força Aérea e ainda maior, na eventualidade da recriação dos regimentos de bombardeiros de longo raio da Marinha Russa que recentemente voltaram a discussão, em se confirmando a recriação das unidades da Marinha, seriam necessários pelo menos outras 40 aeronaves equipando-se assim a Marinha com pelo menos 2 regimentos de bombardeiros estratégicos.

O número de bombardeiros poderá chegar a pouco mais de uma centena e meia de vetores, dependendo das circunstâncias econômicas, políticas e estratégicas da virada dos anos 30 deste século.

Ao contrário do que se vem especulando a Rússia não pretende desenvolver o bombardeiro em parceria com nenhuma nação, nem muito menos fornecê-lo a potenciais clientes, como chegou-se aventar recentemente de um possível interesse indiano e outro Chinês, numa parceria com a Rússia.

O escritório de projetos trata o programa PAK DA como um dos sistemas de armas mais estratégicos da Rússia, posicionando-o lado a lado coma defesa Aeroespacial, e cibernética, a força de submarinos lançadores e mísseis balísticos intercontinentais que fazem parte do arsenal de dissuasão nuclear da Rússia, não havendo assim possibilidade de cooperação com eventuais parceiros.

Outro setor pouco falado na mídia e que igualmente é de fundamental importância para o comando de aeronaves de longo raio da Força Aérea russa, é das aeronaves de apoio aos bombardeiros.

A Rússia discute a possibilidade de desenvolvimento de uma aeronave reabastecedora para suprir as necessidades dos comandos estratégicos uma vez que o número de reabastecedores Il-76 é ínfimo e insuficiente para dotar os regimentos de longo raio da capacidade de permanência por longos períodos em patrulhas distantes. A força Aérea Russa terá que investir na aquisição de cerca de outros 80 reabastecedores para dotar assim estas unidade com aeronaves desta função, garantindo assim a operacionalidade dos comandos estratégicos na virada dos anos 30 deste século.

Plano Brasil

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