terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

'Força Tigre' da Síria ignora resolução da ONU e retoma operação militar (VÍDEO)

Segundo o repórter da Sputnik, a pausa humanitária na área ocupada pelos rebeldes a leste de Ghouta, em Damasco, entrou em vigor.
Fumaça em Ghouta Oriental (foto de arquivo)
O vídeo do Youtube mostra a unidade do exército sírio denominada "Força Tigre" ("Tiger Forces") avançando pelo topo da colina de Tal Farzat, em Ghouta Oriental. O Exército Árabe Sírio (SAA, em inglês) retomou as operações nessa região depois de ter passado pela linha de frente do grupo terrorista Jaysh al-Islam, que dominava a área.



No sábado (24), o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a resolução de estabelecer um cessar-fogo e aderiu a uma pausa humanitária em todo o território da Síria para garantir a segurança e a demanda por ajuda de emergência, bem como a evacuação dos feridos. No entanto, a resolução 2401 não se aplica a combates contra grupos designados como "terroristas".

O Ministério da Defesa da Rússia declarou anteriormente que, apesar do acordo, os rebeldes da Jaysh al-Islam continuam os bombardeios. 
"Apesar das declarações de reconciliação proferidas por Jaysh al-Islam, os insurgentes continuam a bombardear o território controlado visando a cidade de Damasco […] Onde 4 pessoas perderam a vida e mais de 50 ficaram feridas, incluindo 16 crianças [em uma semana]", relatou.
De acordo com o Ministério, grupos ilegais armados também atacaram o exército sírio em vários locais na linha de contato, enquanto as posições de Damasco, perto dos assentados de Hazrama e Nashabiyah foram atacadas por carros-bomba.
"Apesar da resolução do Conselho de Segurança da ONU em cessar-fogo por 30 dias na Síria, a situação em Ghouta Oriental continua piorando", disse o porta-voz de reconciliação russa, major-general Yuri Yevtushenko, em uma reunião na segunda-feira (26).
No início desta semana, a Rússia decidiu estabelecer um corredor humanitário e implementar uma trégua diária de cinco horas em Ghouta Oriental para garantir a saída de civis da área devastada pela guerra. Anteriormente, Moscou avisou que militantes da região estavam se preparando para lançar um ataque químico e colocar a culpa no governo da Síria, de acordo com um relatório divulgado pelo Centro Russo para a Reconciliação na Síria, no domingo (25). 
"Os dados que dispomos indicam que os líderes das unidades militantes estão preparando uma provocação que envolverá o uso de armas químicas para acusar as forças governamentais de introduzir armas químicas contra civis pacíficos", informou.
Os militares russos observaram que os grupos terroristas, ao provocar uma reação do exército sírio, estavam tentando minar o cessar-fogo.

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