quinta-feira, 14 de junho de 2018

ACORDO COM O DIABO: O QUE FEZ O CARDEAL CATÓLICO NA REUNIÃO DO CLUBE DE BILDERBERG?

A reunião anual do Clube Bilderberg tradicionalmente deixou mais perguntas do que respostas. Uma das principais: o que fez no evento o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, a mão direita do Papa de Roma?

A 66ª reunião dos membros do Clube Bilderberg foi realizada em Turim. Muitos especialistas acreditam que o Bilderberg Club é uma espécie de parte visível do governo “sombra”, tentando controlar os processos globais e subordiná-los exclusivamente aos seus próprios interesses.


Nesse sentido, surge a pergunta: quais são os objetivos do Vaticano, aproximando-se desse tipo de forças políticas? Lembre-se que em 2015, uma das principais questões na agenda do fórum foi a mudança de poder na Rússia.

Quem é Pietro Parolin?

O cardeal Pietro Parolin é uma das pessoas mais próximas do Papa Francisco. Como Secretário de Estado do Vaticano, ele é responsável por todas as atividades políticas e diplomáticas da Santa Sé.

Como o papa atual no ambiente católico é percebido como um liberal e progressista extremo, não é de surpreender que sua “mão direita” promova esse tipo de agenda e não desdenha eventos cujos membros abertamente se opõem ao dogma cristão. Anteriormente, ele também participou de outro evento globalista: o fórum econômico internacional em Davos.

Como indicado no site oficial da organização, a principal tarefa do clube Bilderberg é fortalecer os laços entre a Europa e os Estados Unidos. Este ano, 128 participantes de 23 países discutiram 12 tópicos principais. Eles soavam como “populismo” na Europa, “desigualdade”, “o futuro do trabalho”, inteligência artificial, eleições no Congresso dos EUA, livre comércio, liderança mundial dos Estados Unidos, Rússia, computadores quânticos, Arábia Saudita e Irã, “mundo da pós-verdade”, bem como uma série de outras questões atuais.

É significativo que no ano passado a chegada das forças patrióticas ao poder na Europa tenha ficado em oitavo lugar na lista de temas prioritários, hoje este processo saiu no topo das questões de interesse para a elite mundial. É provável que isso tenha acontecido porque os globalistas e suas redes de influência sentem que estão perdendo suas posições no Velho Mundo. Somente no ano passado, em dois países europeus – Itália e República Tcheca – as forças políticas chegaram ao poder, falando abertamente tanto contra o globalismo quanto contra o euro-atlantismo.

Outros membros

O clube de Bilderberg é uma organização fechada, que só pode ser acessada por convite. As listas de participantes de cada reunião são formadas de acordo com a agenda. A composição dos políticos que participaram neste ano é interessante. Além de personalidades tradicionais como o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, Soraya Saenz de Santamaría, o vice-primeiro-ministro da Espanha, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte, o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, o primeiro-ministro da Sérvia, Ana Brnabic, os membros dos governos da Irlanda e da França.

Ao mesmo tempo, dos países onde as forças patrióticas e nacionais mostraram bons resultados, não havia um único político de alto escalão. Pelo contrário, a Espanha e a Bélgica até agora não conseguiram formar movimentos políticos poderosos contra o globalismo, e na França e na Holanda não conseguiram vencer as recentes eleições. Vale ressaltar que Ana Brnabic, funcionária de inúmeras ONGs americanas, apoiadora da legalização dos chamados “casamentos entre pessoas do mesmo sexo” e uma lésbica aberta, participou da reunião. Aparentemente, os globalistas têm grandes planos para a Sérvia, e no futuro próximo deve-se esperar provocações sérias neste país.

Por certo, não houve convidados da Rússia em todo este ano, embora precedentes tenham acontecido antes. Assim, durante o período de 1988 a 2011, a conferência contou com a presença do chefe de Rosnano Anatoly Chubais, o fundador do partido Yabloko, Grigory Yavlinsky, e o chefe do Severstal Alexei Mordashov. Em 2015, o encontro se juntou a um defensor de Khodorkovsky – economista Sergei Guriev.

Como funciona

As reuniões do Clube Bilderberg são realizadas sob as chamadas “regras da Chatham House” – o Instituto Real Britânico de Relações Internacionais. Isso implica que todas as reuniões e negociações “não estão sob registro”, mas os participantes têm o direito de usar as informações que receberam. Em outras palavras, trata-se de uma típica reunião semifechada, que, sob as condições das modernas tecnologias de comunicação, não pode passar despercebida, mas sua agenda e seu conteúdo permanecem em segredo. Neste ano, jornalistas independentes tentaram entrevistar os participantes que estavam indo para o evento, mas estes, com raras exceções, permaneceram em silêncio.

O que vai acontecer à seguir?

A principal questão que agora está incomodando os globalistas é a saída da Europa sob seu controle direto. A estrutura flexível da UE tornou possível destruir sistematicamente a identidade dos povos europeus, uma das principais ferramentas foi a imigração ilegal em massa de países da África e do Oriente Médio. Uma rota importante para a transferência de migrantes para a Europa passa pela Itália. Tendo chegado ao poder, a coligação eurocética neste país decidiu pôr fim à migração ilegal. Provavelmente, portanto, a ameaça do “populismo” tomou a primeira linha da lista de tópicos para discussão.

A posição do Vaticano sobre esta questão é fundamentalmente diferente da dos povos europeus. Sabe-se que o atual papa, ao contrário, é a favor de trazer mais imigrantes ilegais para a Europa da África e do Oriente Médio. É provável que Pietro Parolin, responsável por atividades internacionais, tenha sido convidado precisamente para isso. É óbvio que a pressão sobre as forças patrióticas na Europa se intensificará, o que significa que todos aqueles que se opõem ao globalismo devem tentar apoiá-los.

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