quarta-feira, 27 de março de 2019

Boeing 737 MAX sem passageiros faz pouso de emergência nos EUA.Após acidentes, Boeing faz voos de teste com o 737 MAX

Avião é do mesmo modelo dos que sofreram acidente na Etiópia e na Indonésia. Voo tinha como destino depósito de aeronaves justamente porque autoridade norte-americana impediu viagens com passageiros em Boeings do tipo.
Boeing 737 MAX da Southwest, do mesmo modelo do que precisou fazer pouso de emergência na Flórida nesta terça-feira (26) — Foto: Mike Blake/Reuters
Boeing 737 MAX da Southwest, do mesmo modelo do que precisou fazer pouso de emergência na Flórida nesta terça-feira (26) — Foto: Mike Blake/Reuters

Um Boeing 737 MAX da companhia norte-americana Southwest precisou fazer um pouso de emergência em Orlando, na Flórida, nesta terça-feira (26). O avião, do mesmo modelo das aeronaves que caíram na Etiópia e na Indonésia, voava sem passageiros, apenas com a tripulação.


De acordo com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), teve um problema no motor – conhecido popularmente como turbina – que o obrigou a dar meia volta e pousar.
Aviões modelo Boeing 737 MAX 8 estacionados em depósito de aeronaves do aeroporto de Victorville, na Califórnia — Foto: Mike Blake/Reuters
Aviões modelo Boeing 737 MAX 8 estacionados em depósito de aeronaves do aeroporto de Victorville, na Califórnia — Foto: Mike Blake/Reuters

A aeronave voava de Orlando para Victorville, na Califórnia, onde ficaria estacionada. Por isso, não havia ninguém além da tripulação. Os pilotos pousaram com segurança e ninguém se feriu.

Um porta-voz da Southwest disse que o Boeing teve problema com um dos motores logo depois da decolagem. O avião vai passar por manutenção e revisão técnica em Orlando. A FAA informou que abriu uma investigação sobre o incidente.

Mais um incidente com Boeing 737 MAX

Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters
Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters

O problema no avião da Southwest é mais um problema para a Boeing e a FAA depois da queda de um 737 MAX 8 na Etiópia, em 10 de março, que matou 157 pessoas. O acidente na África ocorreu cerca de cinco meses depois de outra queda de uma aeronave do mesmo tipo na Indonésia, que levou à morte de 189 passageiros e tripulantes.
Agentes da polícia federal da Etiópia trabalham no local onde o avião do voo ET 302 da Ethiopian Airlines caiu, perto da cidade de Bishoftu, perto da capital Addis Abada — Foto: Tiksa Negeri/Reuters
Agentes da polícia federal da Etiópia trabalham no local onde o avião do voo ET 302 da Ethiopian Airlines caiu, perto da cidade de Bishoftu, perto da capital Addis Abada — Foto: Tiksa Negeri/Reuters

Análises preliminares apontaram semelhanças nos dois acidentes. Por isso, a FAA proibiu o voo de todos os Boeing 737 MAX nos EUA após dois acidentes fatais ocorridos nos últimos meses – viagens sem passageiros, como a da Southwest, continuam permitidas. A própria Boeing recomendou a parada completa dos aviões desse modelo.

Por isso, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos vai investigar o processo que aprovou o Boeing 737 MAX 8 para voos no país, após pedido feito na terça-feira passada. Esse procedimento foi dirigido pela FAA, órgão também subordinado ao governo norte-americano.

Nesta terça-feira, verificou-se que a Boeing iniciou voos de teste do seu 737 MAX para avaliar uma reparação do sistema identificado como causa potencial desses dois acidentes recentes.

G1

Após acidentes, Boeing faz voos de teste com o 737 MAX

Gigante da aviação atualizou sistema da aeronave apontado como causa dos desastres que deixaram 346 mortos

A Boeing realizou voos de teste de seu 737 MAX para avaliar uma reparação do sistema apontado como causa potencial de dois acidentes aéreos mortais recentes, disseram nesta terça fontes próximas ao caso.

A gigante da aviação, que desde 13 de março ficou sob fogo cerrado e teve seus emblemáticos aviões impedidos de voar, testou a atualização do sistema na segunda, dois dias após pilotos da American Airlines fazerem voos de simulação em Renton, Washington, disseram as fontes.

A Boeing precisa de autorização da Administração Federal de Aviação (FAA) antes de o MAX poder voltar à ativa. Mas a companhia ainda não apresentou seu conserto de software proposto à FAA, disse uma fonte do governo à AFP.

O avião foi mantido parado em todo o mundo após os acidentes da Ethiopian Airlines no início deste mês e o da Lion Air em outubro, com um total de 346 pessoas mortas.

Em 10 de março, um Boeing 737 MAX 8 da companhia Ethiopian Airlines caiu na Etiópia, matando 157 pessoas. O acidente ocorreu apenas cinco meses depois da queda de outro avião do mesmo modelo na Indonésia, quando 189 morreram. 

Os engenheiros se concentraram em resolver os problemas com o MCAS, um sistema de estabilização projetado para equilibrar a ponta do 737 MAX 8, caso esteja em risco de paralisação ou perda de sustentação.

O sistema tem sido criticado porque pode funcionar mal e dificultar o controle da aeronave pelos pilotos. Ambos os acidentes recentes ocorreram momentos após a decolagem.

O MCAS, ou Sistema de Aumento das Características de Manobra, foi instalado no MAX porque é ele mais pesado que a versão anterior do 737.

Um porta-voz da Boeing disse que a empresa está em contato contínuo com os reguladores da atividade aérea local, mas se recusou a fazer comentários.

EM

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