sexta-feira, 17 de maio de 2019

As três grandes chinesas arrastaram a Boeing ao tribunal

As três grandes companhias aéreas estatais da China (Air China, China Southern Airlines e China Eastern Airlines) decidiram entrar com uma ação coletiva contra a Boeing. As companhias aéreas queriam receber compensação financeira através dos tribunais, porque tiveram que suspender os vôos dos aviões Boeing 737 Max 8 após o acidente de um avião similar da Ethiopian Airlines ("Ethiopian Airlines") em março de 2019.



Isto é relatado pela Bloomberg, citando suas fontes, especificando que neste caso as ações da Boeing vão cair de preço. Ao mesmo tempo, não há reclamações sobre as transportadoras aéreas chinesas, uma vez que a suspensão da operação de aeronaves (cancelamento de voos) desorganizou tanto o trabalho dessas empresas. Afinal, as "três grandes" já haviam usado 53 dessas 96 aeronaves, que existem na China. Ao mesmo tempo, de acordo com a Autoridade de Aviação Civil da China, em 2018, essas três companhias aéreas transportavam 65% dos passageiros.

Os analistas da Bloomberg acreditam que a ação coletiva torna mais sólida a posição das companhias aéreas chinesas na justiça. Além disso, o exemplo dos "camaradas" chineses pode ser seguido nas companhias aéreas de outros países. Já que os vôos do Boeing 737 Max 8 foram suspensos não apenas na China (embora tenha se tornado o primeiro país a dar esse passo), mas em todo o mundo e até mesmo nos EUA (76 estados no total). Portanto, há uma grande probabilidade de que a Boeing Corporation acabe tendo que "desembolsar". A única questão é quão grande será o valor, do qual dependem as cotações das ações da Boeing na bolsa. Nesse caso, o litígio pode durar anos. 

Deve ser lembrado que as vítimas do desastre na Etiópia foram 157 pessoas (149 passageiros e 8 tripulantes). No entanto, menos de meio ano antes, em outubro de 2018, uma catástrofe semelhante aconteceu na Indonésia. Então as vítimas foram 189 pessoas (181 passageiros e 8 tripulantes) que estavam a bordo da mesma aeronave. 

Ao mesmo tempo, a Boeing Corporation confirmou que enfrentou uma grave crise. De janeiro a abril de 2019, entregou 24% menos aeronaves do que no mesmo período de 2017.

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