sábado, 13 de julho de 2019

Mundo abandona e se desfaz do ‘dólar’ e compra mais OURO.

Somos informados diariamente pelos veículos da mídia mainstream de que a economia chinesa está sofrendo, as “guerras comerciais” estão funcionando e colocando a China de joelhos. De onde observo, nada poderia estar mais longe da verdade. Por outro lado lemos que a participação do dólar nas reservas internacionais globais atingiu seu mínimo em 20 anos, informa o último relatório do Banco Central Europeu (BCE). A Sputnik explica o que significa essa tendência e por que cada vez mais bancos centrais de vários países decidiram reduzir seus investimentos em títulos americanos e estão comprando ouro.
Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch
Mundo compra mais ouro enquanto China está se desfazendo de títulos do Tesouro dos EUA
Atualmente, a China mantém bem guardado em seus cofres o valor de US$ 1 TRILHÃO em títulos do Tesouro dos EUA – da dívida pública norte americana – que você e eu, os contribuintes deste país, enviamos pagamentos de juros mês após mês à China para que eles continuem com papéis de nossa dívida em estoque. 

É como a hipoteca da sua casa, empréstimo estudantil ou financiamento do carro que você tem, mas em vez de obter qualquer coisa em retorno pelo pagamento da dívida, você fica sabendo que os belicistas warmongers de Washington DC vão comprar mais bombas, mais armas de todos os tipos e criar mais destruição e morte. 
A China, por outro lado, aceita o pagamento dos juros e está construindo a BRI-Belt and Road Iniciative (Nova Rota da Seda) ao redor do mundo. Então, enquanto estamos trabalhando como escravos para pagar nossos impostos, que serão usados para gerar mais caos, a China está usando o fruto do nosso trabalho (impostos que pagamos) pagos a eles para construir um sistema econômico e financeiro global melhor que não inclui você e eu. Muito legal, sim?
Enquanto isso está acontecendo em um lado no registro da contabilidade nacional da China, do outro lado algo completamente diferente está acontecendo. A China entrou novamente no mercado de ouro há sete meses, em dezembro de 2018, e adicionou a compra de pouco menos de 74 toneladas às suas participações oficiais em ouro de aproximadamente 1.935+ toneladas de ouro. 
Por favor, tenha em mente que isto não conta as 80-100 toneladas conhecidas por ano que a Rússia também compra. Enquanto isso não é um grande volume de ouro no grande esquema, isso vem acontecendo desde 2016, então estamos falando de mais de 240 – 300 toneladas adicionais. Isso muda sua participação “oficial” de ouro de aproximadamente 1.935 toneladas para algum lugar ao norte de 2.175+ toneladas. Poderia ser tão alto quanto 2,235 ou mais toneladas de ouro.
Com mais e mais bancos centrais dos principais países continuando a aumentar seus estoques de ouro, a China viu o aperto do gasoduto? A China fez a sua saída do mercado em outubro de 2016, o mesmo mês em que o yuan / renminbi foi adicionado à cesta de moedas do FMI responsável pela nota de comércio global SDR. Então, quatorze meses depois, decidiram saltar de volta e foram adicionando mais ouro em seus cofres desde então.
“No ano passado, os bancos centrais compraram 651,5 toneladas, 74% acima do ano anterior, disse o Conselho Mundial do Ouro em janeiro. As compras oficiais do setor podem chegar a 700 toneladas neste ano, supondo que a tendência da China continue e que a Rússia corresponda a pelo menos os volumes de compra de 2018 que foi de cerca de 275 toneladas, disse o Citigroup em abril. A compra de bancos centrais nos primeiros cinco meses deste ano é 73% maior do que um ano antes, com a Turquia e o Cazaquistão também se unindo a China e a Rússia como os quatro maiores compradores, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo WGC”. Fonte
Na mesma medida em que caiu os investimentos em papeis da “dívida” do Tesouro dos EUA, aumentou a compra de ouro no mercado internacional.
Se 2018 viu os bancos nacionais / centrais adquirirem mais ouro desde 1968 e estes volumes estão ultrapassando o volume do ano passado em 73%, será este o maior ano para aquisições de ouro em bancos centrais / nacionais na história? Se não for da história, teria que ser muito anterior a 1968, já que esse registro já foi ultrapassado.
Com as mudanças econômicas globais que estão ocorrendo, temos chamado por algum tipo de acordo de comércio de ouro por vários anos. Acreditamos que a Rússia e a China estão à beira de fazer essa mudança. Não temos provas de que isso aconteça neste ano ou no próximo, mas todos os sinais estão apontando nessa direção. Acreditamos, especialmente se a China continuar adquirindo mais ouro “oficial” no mercado aberto, haverá uma declaração de acordo de comércio de ouro anunciada antes de 2025.
Possivelmente muito mais cedo se os belicistas warmongers (mercadores da morte) em Washington DC continuarem com os tambores de guerra contra o Irã (para atender os interesses de Israel). Se o presidente Trump ouve os porcos da guerra no Pentágono, isso não será uma boa opção para a economia dos EUA, e o ouro será muito mais procurado em todos os níveis – do varejo aos governos e tudo o mais. Oramos para que isso não aconteça, caso contrário a economia dos EUA vai quebrar.
A cota-parte do dólar nas reservas internacionais globais atingiu seu mínimo em 20 anos, informa o último relatório do Banco Central Europeu (BCE). A Sputnik explica o que significa essa tendência e por que cada vez mais bancos centrais de vários países decidiram reduzir seus investimentos em títulos americanos.
Segundo o último relatório do BCE dedicado ao papel do euro nas transações internacionais, em 2018 a cota-parte (participação) do dólar nas reservas dos bancos centrais em todo o mundo foi de apenas 61,7% – um mínimo histórico desde a criação União Econômica e Monetária da UE em 1999, enquanto a cota-parte das outras moedas está crescendo gradualmente.
O BCE enumera três razões para a queda do interesse pelos ativos denominados em dólares.
Volatilidade e reversão de fluxos de capitais
A primeira é a volatilidade nos mercados financeiros e a reversão de fluxos de capitais transfronteiriços, que fez com que os países emergentes com grandes reservas internacionais (incluindo Argentina, Índia e Turquia) realizassem intervenções no mercado cambial para estabilizar suas divisas nacionais.
Vendendo dólares, os bancos centrais reduzem a cotação do dólar frente a suas moedas nacionais, seguindo o princípio da oferta e da demanda: quanto mais dólares há à disposição, mais baratos eles ficam.
Entre março e setembro de 2018 eles venderam reservas no valor de cerca de $ 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 770 bilhões), denominadas principalmente em dólares, reduzindo assim a cota-parte da moeda estadunidense nas suas reservas.
Diversificação para reduzir riscos
A diversificação é o princípio fundamental da teoria moderna do portfólio. Não é de surpreender que os bancos centrais por todo o mundo também queiram diversificar suas reservas para se protegerem dos fatores negativos. Nos últimos tempos, o problema que mais preocupa alguns grandes países é a introdução de sanções unilaterais por parte de Washington.
Poder de compra do dólar dos EUA evaporou nos últimos cem anos
Por exemplo, após a introdução de vários pacotes de sanções, contra vários países, a Rússia, que já no início do ano passado foi um dos maiores detentores de títulos do Tesouro dos EUA, decidiu se livrar da maioria dos seus ativos em dólares, apostando em euros e yuans, mas especialmente em OURO.

– Circo de Marionetes reunido em Osaka: Reunião dos países do G-20 no Japão

Apenas em um ano (de abril de 2018 a abril de 2019), Moscou vendeu cerca de 87% dos seus títulos do Tesouro dos EUA e ficou fora da lista dos 30 maiores detentores de dívida pública estadunidense publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
As Tensões com a China em meio à guerra comercial
A China, o maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro dos EUA, também reduziu seus investimentos nesse ativo em meio à escalada da disputa comercial com Washington.
Vale ressaltar que em abril de 2019 o volume dos títulos da dívida pública estadunidense nas reservas internacionais chinesas atingiu seu mínimo, desde maio de 2017, de $ 1,11 trilhão de dólares (cerca de R$ 4,26 trilhões) em comparação com $ 1,12 trilhão de dólares (R$ 4,3 trilhões) no mês anterior.
Até os países ‘aliados’ dos EUA apostam na desdolarização de suas reservas
Os últimos dados do Departamento do Tesouro dos EUA revelaram uma tendência absolutamente nova e preocupante para os EUA: mesmo os aliados mais próximos de Washington estão se livrando dos títulos da dívida pública dos EUA. Por exemplo, em abril de 2019, o Reino Unido encabeçou a lista de maiores vendedores dos títulos estadunidenses, se livrando de títulos no valor de $ 16,3 bilhões de dólares (R$ 62,6 bilhões).
Além disso, o Japão, o segundo maior credor dos EUA, também vendeu títulos no valor de $ 11,07 bilhões de dólares (R$ 42,5 bilhões). Em geral, os investidores estrangeiros estão vendendo seus títulos da dívida pública dos EUA por 12 meses consecutivos – um prazo recorde nos tempos modernos.
Alternativas à ordem financeira existente
De acordo com o BCE, ao se livrarem do dólar os bancos centrais e fundos soberanos de vários países estão aumentando o volume dos ativos denominados em outras moedas de reservas tradicionais: euro, iene japonês e libra esterlina. Mais uma tendência importante é o interesse crescente nos investimentos em moedas não tradicionais: o dólar australiano, o dólar canadense e, principalmente, o yuan chinês.

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Outra tendência é a compra massiva de ouro pelos bancos centrais por todo o mundo: em 2018 eles compraram 74% mais ouro que em 2017 (as compras somaram 651,5 toneladas), enquanto no primeiro trimestre de 2019 os bancos centrais já compraram mais 145,5 toneladas de ouro, ou seja, 68% a mais do que no mesmo período de 2018.
Tudo isso significa que o nosso mundo está se tornando cada vez mais multipolar: se há 10 anos o dólar dominava incontestavelmente o sistema financeiro global, hoje em dia a situação está mudando, e rápido: a divisa estadunidense enfrenta concorrência por parte dos novos adversários e em breve, possivelmente, iremos testemunhar o aparecimento de uma nova ordem econômica global.

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