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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Sumiço do C-130: saiba possíveis causas de desaparecimento do avião chileno

Avião de transporte C-130
Após sumir sem deixar rastros, hipóteses plausíveis sobre a possível queda do C-130 da Força Aérea chilena foram levantadas.

Depois de perder contato com sua aeronave C-130, o Chile reconheceu que o avião caiu com 38 pessoas a bordo enquanto rumava à Antártida.

Contudo, até o momento, vestígios da queda não foram encontrados, enquanto equipes de resgate continuam as buscas.

Conforme publicou o portal Infobae, hipóteses plausíveis sobre a razão da possível queda foram levantadas após se analisar as condições em que a aeronave sumiu dos radares sem emitir sinal de emergência.

Apagão total

Entre as possibilidades estaria a de um apagão elétrico total na aeronave. Tal problema poderia deixar a tripulação sem o apoio instrumental e a capacidade de enviar um sinal de emergência para o solo.

Isso explicaria o sumiço do C-130 sem deixar rastros, ao contrário de uma situação de mau tempo na qual a tripulação poderia emitir o sinal.

Falha no motor

Também foi levantada a hipótese de um dos motores da aeronave ter falhado. No entanto, o C-130 é munido com quatro turboélices, sendo que a aeronave poderia se manter em voo com três delas em funcionamento.

Além disso, a tripulação poderia enviar um sinal de emergência, o que descarta a hipótese de falha no motor.

Colapso das asas

Segundo o analista em defesa chileno Eduardo Santos, citado pelo portal Publimetro, o C-130 poderia ter sofrido um colapso estrutural de suas asas, o que ocasionaria a queda imediata do avião.

Ainda segundo o especialista, a aeronave em questão era antes uma versão KC-130R com matrícula 990. Além disso, Santos revelou que a aeronave era muito antiga, tendo entrado em serviço em 1978 no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e comprada em 2012 pela Força Aérea do Chile.
"Ambas [as asas] são unidas à fuselagem com 15 pinos e nesse momento a fabricante [Lockheed Martin] alertou que se havia mais de seis pinos rachados, que não estão logo à vista, este avião corria sério risco de perder uma asa durante o voo", declarou Santos.
Em caso de perda de uma das asas os pilotos também não teriam tempo suficiente para emitir um alerta de emergência.

Em 2002 um caso semelhante se deu com um C-130 na Califórnia enquanto o mesmo combatia incêndios florestais. Na ocasião a aeronave sofreu um colapso estrutural no qual as asas se desprenderam, o que ocasionou a queda imediata do avião e a morte de seus três tripulantes.

sputniknews

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