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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Bombardeio Americano no aeroporto de Badgá mata o general iraniano Qassem Soleimani

Resultado de imagem para general Qasem Soleimani é morto pelos eua
As Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque disseram nesta sexta-feira (3) que vários membros da milícia e vários "convidados" foram mortos por foguetes perto do Aeroporto Internacional de Bagdá.

A mídia estatal iraquiana afirma que o vice-chefe da Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, e o chefe da unidade Força Quds, do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Qasem Soleimani, foram mortos no incidente.

Informações preliminares indicam que todas as vítimas estavam em um pequeno comboio que deixava o aeroporto.

As Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque acusam os Estados Unidos e Israel pelo bombardeio. 

Segundo autoridades dos Estados Unidos, citadas pela agência de notícias Reuters sob condição de anonimato, os ataques foram realizados contra dois alvos ligados ao Irã em Bagdá.

As Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque - que supostamente são responsáveis pelo recente cerco da embaixada dos EUA em Bagdá - confirmaram que seu principal funcionário encarregado das relações públicas, Mohammed Jabiri, também foi morto no incidente.

A embaixada foi invadida após ataques aéreos contra uma unidade do Hezbollah Kataib, apoiada pelo Irã, que opera no país. Os ataques foram realizados em resposta a um ataque na base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos Estados Unidos. 

O ataque aéreo mortal também ocorre em meio à escalada no conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio. Desde maio de 2019, Washington - depois de se retirar unilateralmente do acordo nuclear iraniano - vem aumentando sua presença militar na região.

Irã promete se vingar dos EUA pela morte do general iraniano Soleimani

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse aos "criminosos" que assassinaram o major-general Qasem Soleimani que uma dura vingança os espera.

De acordo com ele, a perda de Soleimani é amarga, mas a luta continuará até a vitória para que a vida dos criminosos seja ainda mais amarga.

Irã vai se vingar dos EUA pela morte do comandante da unidade Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução islâmica, disse Mohsen Rezaei, ex-chefe deste corpo de elite e atual secretário do Conselho de Conveniência, órgão assessor ao líder supremo do Irã.

"O mártir tenente-general Qasem Soleimani se juntou aos seus irmãos mártires, mas nós nos vingaremos com veemência dos EUA", escreveu ele no Twitter.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã convocou uma reunião extraordinária após a morte do general Soleimani.

"Nas próximas horas será realizada uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional onde será analisado o criminoso ataque contra Soleimani em Bagdá que levou à sua morte", declarou o porta-voz desta entidade, Keivan Khosravi, informa Iran Front Page.
Por sua vez, o chanceler iraniano, Mohamad Zarif, disse que o ataque que vitimou o tenente-general Soleimani é um "ato de terrorismo internacional" e que os EUA serão responsabilizados pelas respetivas consequências.



"O ato de terrorismo internacional dos EUA, que atacaram e assassinaram o general Soleimani – a força mais eficaz na luta contra o Daesh, Al Nusra, Al Qaeda [organizações terroristas proibidas na Rússia], etc. – é extremamente perigoso e constitui uma estúpida escalada [de tensões]. Os EUA são os responsáveis por todas as consequências do seu aventureirismo desonesto".

Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o chanceler ressaltou também que a "imprudência das forças terroristas dos EUA que assassinaram o comandante Soleimani [...] reforçará sem sombra de dúvida a árvore de resistência na região e no mundo". 

Para além disso, o Ministério das Relações Exteriores iraniano convocou o embaixador suíço, Markus Leitner, que representa em Teerã os interesses dos EUA, manifestando-lhe o seu protesto pela morte de Soleimani.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu se vingar dos EUA pela morte de Soleimani e declarou três dias de luto nacional, informa Associated Press.

Soleimani foi morto em bombardeio no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, junto com o vice-chefe da Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, e outras vítimas. 

De acordo com Washington, Soleimani havia autorizado ataques contra a embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que foi recentemente invadida por manifestantes, e também um ataque contra a base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos Estados Unidos e deixou estadunidenses e iraquianos feridos.

Comandante de milícias iraquianas apela à expulsão de tropas estrangeiras do país

Comandante de milícias do Iraque Hadi al-Amiri apelou à todas as fações iraquianas a se unirem e expulsarem as tropas estrangeiras do país.

As informações chegam poucas horas após as forças dos EUA terem assassinado o vice-chefe das Forças de Mobilização Popular Xiitas do Iraque, Abu Mahdi al-Muhands, e o chefe da unidade Força Quds, do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, major-general Qasem Soleimani, no aeroporto internacional de Bagdá.


"Nós apelamos a todas as forças nacionais para unirem suas posições a fim de expulsar as tropas estrangeiras, cuja presença se tornou inútil no Iraque", disse Amiri, escreve Reuters.

Os dois maiores blocos de coalizão no parlamento iraquiano exortaram à adoção de uma lei que estipule a retirada de todas as forças estrangeiras do país na sequência do assassinato do major-general do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica em resultado de um ataque aéreo dos EUA.


Recentemente ficou divulgado que o Supremo líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, apontou Esmail Ghaani, adjunto do major-general assassinado Soleimani, como novo comandante da unidade força Quds.

De acordo com informações recentes divulgadas pela Reuters, citando fontes de uma empresa petrolífera, a Embaixada dos EUA no Iraque solicitou a todos os cidadãos estadunidenses que abandonem o país imediatamente, a evacuação dos funcionários não afetará as operações, produção ou exportação, segundo os representantes da petrolífera.

Segundo Washington, Soleimani havia autorizado ataques contra a embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que foi recentemente invadida por manifestantes, e também um ataque contra a base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos Estados Unidos e deixou estadunidenses e iraquianos feridos.

Assassinato de comandante iraniano pode elevar confronto entre EUA e Irã a novo nível, diz mídia

O assassinato o comandante Qasem Soleimani pode ser a escalada mais dramática nas relações entre EUA e Irã desde o início da Guerra do Iraque.

Nesta sexta-feira (3), os EUA realizaram um ataque aéreo ao aeroporto internacional de Bagdá para eliminar um dos mais poderosos comandantes militares iranianos, o major-general Qasem Soleimani.

Soleimani era um dos líderes da Guarda Revolucionária iraniana e o comandante da força Quds. Os ataques aéreos dos EUA foram realizados após a invasão da Embaixada dos EUA em Bagdá por militantes xiitas da milícia Kataib Hezbollah (KH), que seria apoiada pelo Irã.

Para especialista ouvido pela revista norte-americana Foreign Policy, o assassinato de Soleimani irá aproximar os EUA e o Irã de um conflito direto.


"Estamos entrando em um período no qual há uma grande possibilidade […] de conflito direto entre os EUA e o Irã. O Oriente Médio já está em chamas, por causa de conflitos e protestos em grande escala. Agora pode ficar muito, muito pior", declarou Seth Jones, pesquisador do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais.

Segundo o especialista, até agora o Irã e os EUA se confrontavam de maneira indireta, em territórios de países terceiros, como o Iraque, Síria e Líbano.

"Até agora, o conflito entre o Irã e os EUA foi, sobretudo, indireto, envolvendo as sanções econômicas dos EUA e ataques contra aliados militares", explicou.

Para ele, a estratégia de guerra assimétrica do Irã, que apostava na expansão de forças militares aliadas ao redor da região, sofre um grande abalo com o assassinato de Soleiman.


"O ataque eliminou a figura militar mais importante do Irã [...] Soleiman supervisionava pessoalmente a expansão do Irã, criando um culto da personalidade por toda a região. Sua morte representa uma baixa significativa para a estratégia assimétrica do Irã", acrescentou.

O ataque norte-americano teria sido ordenado por Donald Trump pessoalmente, o que representa uma mudança significativa, uma vez que o presidente dos EUA havia manifestado o desejo de retirar as tropas dos EUA do Oriente Médio.

sputniknews

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