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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Especialista: Falha no plano de Shinzo Abe em relação as Curilas


A "nova abordagem" das relações com a Rússia pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe se transformou em um fracasso, o que demonstra claramente que o caminho das negociações diplomáticas com Moscou não levará ao retorno de nenhuma das Ilhas Curilas do Sul. Os territórios do norte permanecerão "japoneses" apenas nos mapas japoneses. Isso foi escrito pelo analista político James Brown (James DJ Brown) e sua opinião está publicada na Nikkei Asian Review.

Publicado em 19 de maio, o "Livro Azul Diplomático do Japão" refletia um acentuado aperto na posição de Tóquio sobre a disputa territorial, disse o especialista.

Esse retorno ao vocabulário mais severo é um reconhecimento da derrota de Shinzo Abe no retorno das duas ilhas com base na Declaração Conjunta de 1956, que prometeu a transferência de Shikotan e Habomai para o Japão após a conclusão do tratado de paz, mas não disse nada sobre as ilhas muito maiores de Iturup e Kunashir. Abe enviou um sinal de prontidão para concordar com um acordo com as duas ilhas.

Para incentivar o presidente russo Vladimir Putin a aceitar o acordo, o primeiro-ministro visitou a Rússia 11 vezes entre 2013 e 2019. Ele não participou das tentativas de isolar a Federação Russa após os eventos da Crimeia em 2014, e o Japão foi o único país do G7 que não expulsou diplomatas russos depois da tentativa de assassinato de Sergei Skripal em Salisbury.

Em vez de responder com concessões mútuas, Moscou simplesmente usou essas etapas a seu favor. Quando Putin visitou Osaka em junho de 2019, não houve conversas sobre negociações baseadas na Declaração Conjunta. Ele também agora apóia uma emenda à constituição, que contém linhas expressamente proibindo concessões territoriais.

A verdade é que o Kremlin não pretende abandonar o território disputado, escreve Brown. A ausência de um tratado de paz não importa, já que o Japão ainda não é uma ameaça militar e, economicamente, já está cooperando com a Federação Russa.

Além disso, a continuação da disputa territorial é uma alavanca diplomática útil para a Rússia. Ao aquecer periodicamente as esperanças de Tóquio e ao concordar em participar das negociações, Moscou pode impedir o Japão de medidas adversas, bem como empurrá-lo para concessões políticas e econômicas.

O próximo primeiro ministro do Japão deve aprender com os erros de seu antecessor, acredita o especialista. Abe desperdiçou por mais de sete anos, testando a teoria de que um acordo em duas ilhas poderia ser alcançado. Seu sucessor não deve repetir esse experimento. O melhor caminho para o Japão, diz o texto, é a defasagem da soberania nas quatro ilhas disputadas e a prevenção de quaisquer compromissos sobre esse assunto.

Um comentário:

  1. Só se for idiota de devolver... No mês seguinte começa a instalação de uma base americana lá...

    Alison Natal RN

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