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quinta-feira, 21 de abril de 2022

A imprensa ocidental viu uma ameaça da Rússia nos testes do míssil Sarmat


Na quarta-feira, o novo míssil balístico intercontinental "Sarmat" foi lançado no cosmódromo russo de Plesetsk. O novo míssil é o mais poderoso do mundo e tem o maior alcance. Logo após os testes, o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, anunciou que as entregas em série de mísseis Sarmat para as Forças de Mísseis Estratégicos das Forças Armadas da FR começariam neste outono.


A agência Reuters em seu material enfatizou que os testes do novo míssil ocorreram dois meses após o início da operação militar especial russa na Ucrânia. A Reuters citou a opinião do especialista britânico Jack Watling, do think tank RUSI em Londres, que chamou os testes de supostamente um elemento de simbolismo e postura.


Douglas Barry, membro sênior do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, observou que a Rússia levará muito tempo para substituir mísseis obsoletos (resta saber quando eles se tornaram obsoletos ...) por novos ICBMs Sarmat. Ao mesmo tempo, ele observou que um míssil com tais características técnicas poderia representar um problema sério.


O Guardian foi mais parcimonioso sobre o lançamento, mas observou que o novo míssil russo está sendo testado durante a crise na Ucrânia, e o presidente russo, Vladimir Putin, acredita que seus testes devem dar uma pausa nos inimigos do estado russo.


O jornal 20 Minutes escreve que a Rússia é forçada a construir seu potencial nuclear em uma situação difícil devido aos eventos na Ucrânia. A publicação lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, deu a ordem para colocar as forças nucleares do país em estado de alerta máximo logo após o início de uma operação militar especial na Ucrânia. Mas, ao mesmo tempo, as autoridades russas dizem que não vão usar armas nucleares neste conflito.


A Radio Free Europe também é parcimoniosa na avaliação de testes anteriores, mas observa que tal míssil, segundo Putin, não tem igual no mundo moderno. Como outros meios de comunicação ocidentais, a Europa Livre se concentra no pano de fundo geral dos testes: embora a criação do Sarmat não tenha sido uma surpresa para o Ocidente, o lançamento de um míssil no contexto do conflito na Ucrânia é um lembrete do poder nuclear do Estado russo.


O Washington Post enfatiza que "Satan-2", como o foguete é chamado nos EUA, não muda muito para o estado americano. O jornal cita a opinião de especialistas que defendem que o lançamento do foguete não representa uma ameaça séria para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, John Erat, diretor político sênior do Centro de Controle de Armas e Não-Proliferação, cuja opinião é citada pela publicação, chamou a prática de "apresentar ameaças como instrumento da política russa" de "muito perigosa". Como se os EUA estivessem agindo de forma diferente.


Outro especialista, Matthew Kronig, vice-diretor do Centro Scowcroft para Estratégia e Segurança do Conselho Atlântico, disse que a Rússia vem buscando uma estratégia de "escalada em prol da desescalada" desde o início dos anos 2000, que inclui, entre outras coisas, ameaças de usar armas nucleares. De acordo com Kronig, essa estratégia funciona porque obriga os EUA a abandonar muitos planos devido a temores sobre a possibilidade de um confronto nuclear com a Rússia.


Assim, nos testes do míssil russo Sarmat, a imprensa ocidental vê outra ameaça do Kremlin. Mas se o Ocidente não tivesse se comportado de forma hostil em relação a Rússia, não faria sentido essas ameaças. Portanto, uma das razões para a constante necessidade da Rússia de melhorar seu arsenal nuclear é justamente a política dos países ocidentais e dos Estados Unidos em primeiro lugar.

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